O Grupo de Pesquisa em Gestão de Riscos Corporativos foi criado e certificado pela USP e pelo CNPq em 2013, com sede na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade. Congrega professores, pesquisadores de pós-graduação e de graduação de diversas áreas de formação interessados no desenvolvimento de pesquisa, consultoria e educação sobre o tema. O grupo desenvolve estudos em empresas de classe mundial, avaliando o processo de análise de riscos corporativos e o nível de maturidade da gestão de riscos corporativos. Uma oportunidade interessante para quem quer pesquisar o assunto!
Os estudos do grupo estão ancorados principalmente, mas não exclusivamente, nos conceitos de riscos no ambiente de valor das organizações, apresentado em 2015 através do artigo intitulado A Maturity Model for Enterprise Risk Management. Desde então, diversas pesquisas têm sido conduzidas pelo grupo, contribuindo para expandir a fronteira do conhecimento na área, para formar pesquisadores, para qualificar gestores, para melhorar os processos gerenciais e, consequentemente, causar impacto real nas organizações.
Todas as organizações, independentemente de sua área de atuação, do seu tamanho ou de sua estrutura, estão sujeitas à não conseguir atingir seus objetivos. A Gestão de Riscos Corporativos tem o propósito de identificar e gerenciar os riscos que possam afetar uma organização, de modo a fornecer segurança razoável de que seus objetivos serão atingidos de acordo com seu apetite a riscos.
Dessa forma, a Gestão de Riscos Corporativos desempenha uma função importante para garantir o desenvolvimento sustentável das organizações, viabilizar o aumento da confiança dos stakeholders e, por consequência, incrementar o valor dos negócios.
Até os anos 90, o gerenciamento de riscos era realizado em “silos” determinados por critérios internos de organização. Assim cada área tratava seus próprios riscos. Nas últimas décadas, eventos relevantes de fraudes e escândalos em grandes corporações fizeram com que a identificação e o tratamento de riscos ganhassem notoriedade na sociedade e relevância como garantia de sobrevivência dos negócios.
Diversas organizações, como o Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO) e a International Organization for Standardization (ISO) dedicaram-se a elaborar modelos e padrões para a implementação da Gestão de Riscos de forma holística, compreendendo toda a organização. Na academia, pesquisas sobre a Gestão de Riscos Corporativos tem ganhado momentum apenas nos últimos 10 anos e o Grupo de Pesquisa em Gestão de Riscos Corporativos da USP tem contribuído para essa aceleração.
A maturity model for enterprise risk management, International Journal Production Economics, Vol. 173, pp. 66-79, 2016; https://doi.org/10.1016/j.ijpe.2015.12.007
Risks and strategies in a Brazilian innovation – flexfuel technology, Journal of Manufacturing Technology Management, Vol. 25, No. 6, pp. 916-930, 2014; https://doi.org/10.1108/JMTM-11-2012-0105
Risk analysis in introduction of new technologies by start-ups in the Brazilian market, Management Decision, Vol. 56, No. 1, pp. 64-86, 2018; https://doi.org/10.1108/MD-04-2017-0337
Enterprise risk management in the bus market of the city of São Paulo, Benchmarking: An International Journal, Vol. 25, No. 9, pp. 4103-4124, 2018; https://doi.org/10.1108/BIJ-03-2018-0053
The integration between knowledge management and dynamic capabilities in agile organizations, Management Decision, Vol. 57, No. 8, pp. 1960-1979, 2019; https://doi.org/10.1108/MD-06-2018-0670
Identificação e análise dos riscos corporativos associados ao ambiente de valor do negócio de cacau da Cargill, Cad. EBAPE.BR, Vol. 17, No. 1, pp. 156-172, 2019; https://doi.org/10.1590/1679-395172203
Innovation in the main Brazilian business sectors: characteristics, types and comparison of innovation, Journal of Knowledge Management, Vol. 23, No. 1, pp. 135-175, 2019. https://doi.org/10.1108/JKM-03-2018-0159
Prof. Dr. Fábio Lotti Oliva